Superlotação e falta de transparência marcam transporte universitário em Fernandópolis

Estudantes universitários que dependem do transporte público noturno em Fernandópolis denunciam superlotação e falta de informações claras por parte da Prefeitura sobre o serviço oferecido.

A situação veio à tona após uma estudante, aluna de Letras da UNIFEF, relatar dificuldades frequentes no deslocamento até a instituição. Segundo ela, o ônibus disponibilizado para o trajeto opera constantemente acima da capacidade.

Ônibus de reserva já está em uso

Em busca de esclarecimentos, a estudante e sua mãe procuraram a empresa responsável pelo transporte. No local, foram informadas de que seis ônibus foram disponibilizados para atender o contrato com o município sendo cinco em circulação e um destinado à reserva.

No entanto, o veículo que deveria permanecer como reserva já está em operação. De acordo com o proprietário da empresa, a situação já foi comunicada à Prefeitura. Ele alertou que, caso algum ônibus apresente falha mecânica, não haverá substituição imediata, comprometendo ainda mais o serviço.

Falta de informação dentro da própria Prefeitura

Antes de chegar à empresa, a estudante buscou informações diretamente na Prefeitura. No setor de transporte, foi informada de que não existia linha que ligasse a UB à UNIFEF, apesar de o ônibus estar identificado como parte do sistema “Grande Fernandópolis”.

Além disso, servidores municipais alegaram não ter acesso às informações sobre a empresa responsável pelo serviço, orientando a estudante a procurar outros setores. No departamento de trânsito, a resposta foi semelhante: ausência de dados sobre a prestadora, sob a justificativa de que se tratava de um contrato recente.

A orientação final dada foi a elaboração de um abaixo-assinado para encaminhamento ao chefe de gabinete.

Mobilização estudantil

Diante da falta de respostas, estudantes organizaram um abaixo-assinado que reuniu mais de 80 assinaturas, além de um ofício solicitando reforço no transporte. O documento foi protocolado na Prefeitura no dia 4 de março.

Uma reunião com o prefeito chegou a ser agendada para o dia 20, mas, segundo relatos, não ocorreu conforme o esperado. Um dos representantes dos estudantes afirma que tentou confirmar o encontro previamente, sem sucesso.

No dia marcado, ele compareceu ao gabinete acreditando que seria recebido pelo chefe do Executivo, mas foi atendido por um representante da administração municipal.

Reunião marcada por tensão

Durante a conversa, o representante da Prefeitura afirmou que não há irregularidades e que os dados do município indicam normalidade no serviço.

O estudante contestou, afirmando que os números apresentados “não encontram correspondência no campo fático”, referindo-se à realidade vivida pelos usuários do transporte. Segundo ele, houve dificuldade de diálogo, com interrupções constantes durante a tentativa de exposição dos problemas.

Problema já é conhecido

De acordo com o proprietário da empresa contratada, tanto a superlotação quanto o uso do veículo de reserva já são de conhecimento de vereadores do município.

Ele também destacou que a solução depende exclusivamente da Prefeitura, que poderia contratar mais um ônibus para atender à demanda crescente. Segundo o empresário, há veículos disponíveis para locação imediata.

Estudantes cobram solução

Enquanto isso, universitários seguem enfrentando ônibus lotados diariamente para conseguir chegar às aulas. A principal reivindicação é simples: aumento da frota e transparência na gestão do transporte público.

Até o momento, não houve anúncio oficial de medidas para resolver o problema.

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