A dona de casa Vanderleia Leise Souza da Silva, de 34 anos, descreveu os momentos de apreensão e medo após ser picada por uma cobra cascavel e precisar passar por uma cesariana de emergência para salvar vida do filho em Indiaporã, no interior de São Paulo.
Grávida de oito meses, Vanderleia foi picada no pé esquerdo, quando chegou no sítio onde morava, a cerca de três quilômetros do centro da cidade. A mulher relatou à reportagem que não viu a cobra ao se aproximar da entrada da propriedade e, por isso, pisou nela.
Assim que foi picada, a dona de casa contou que sentiu os primeiros sintomas, com dormência no pé e ânsia de vômito. “Eu achei que eu iria morrer", detalhou Vanderleia.
Assustada, a gestante buscou atendimento médico e iniciou uma corrida contra o tempo para preservar a própria vida e a do bebê. Inicialmente, foi levada para atendimentos de urgência em Indiaporã e na cidade vizinha, Ouroeste, onde recebeu o soro antiofídico.
No entanto, a aplicação do soro provocou uma reação e complicou o quadro de saúde da gestante. Segundo Vanderleia, os médicos tentaram controlar os efeitos com outros medicamentos, mas ela continuou apresentando piora dos sinais vitais.
"Após cinco minutos que eu estava tomando o soro, tive uma reação. Eles entraram com outro medicamento com 10 ampolas e eu também tive uma reação. Depois, eles tentaram entrar com adrenalina e eu passei mal, os batimentos foram caindo", relata Vanderleia.
A dona de casa foi transferida às pressas para a Santa Casa de Fernandópolis, a cerca de 40 quilômetros do local do acidente. No hospital, passou pela cesárea de emergência, no dia 11 de agosto.
Segundo Natan Iorio, médico do Instituto Butantan, o atendimento rápido e a identificação correta do envenenamento foram fundamentais para evitar complicações mais graves e preservar a saúde da mãe e do bebê.
"O corpo da gestante já se altera naturalmente para a questão da gestação e isso pode favorecer as complicações que a gente já espera da picada, é importantíssimo ter um atendimento preciso, rápido, para a gente poder identificar o quadro de envenenamento e propor o tratamento específico adequado", explica Natan.
Após o tratamento, Vanderleia e o filho, Samuel, receberam alta hospitalar e estão fora de risco. Ainda assustada com o que aconteceu, a família decidiu deixar o sítio onde morava e se mudou para Indiaporã. Samuel é o terceiro filho da casal.




